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quarta-feira, 13 de março de 2013


Francisco! Francisco! Reconstrói a minha Igreja!


Desde a renúncia do Santo Padre Bento XVI que ando com o coração inquieto. Hoje, ao sair a fumaça branca pela chaminé da Capela Sistina o coração pulou! E a pergunta logo veio à mente: Quem será?! Scola? Scherer? Oullet? Quem? Quem? Quem?
Ao ser anunciado o Cardeal Jorge Mario Bergoglio e o nome que escolhera Francisco, não pude conter as lágrimas. E a pergunta que antes permeara a minha mente deu lugar a uma certeza: Quem rege a Igreja é o Espírito Santo! Deus é quem decide quem ele quer! Bergoglio não estava mais no “páreo” para a lógica humana. Velho, jesuíta, latino... não era cotado! Mas para Deus não há cotação ou lógica limitada! A Igreja é sim uma instituição humana, mas, enfatizo, é regida pelo Espírito Santo de Deus!
Passado o “Annuntio vobis” era esperar mais um pouquinho para ver a “Gaudium Magnum”. E não demorou a vir! Ao ver Francisco, foi impossível não ver ali Paulo VI, embora eu não o tenha conhecido, vivi num seminário com esse nome; vivi a mística de Paulo VI. E veio, ainda que aparentemente um homem simples, de gestos não programados. Surpreendente!
Sim! Um papa que me surpreendeu desde o começo. O nome, embora eu não seja franciscano e nem viva esse carisma, já, ainda que simbolicamente, anuncia quem ele é, Francisco! Aquele que ouve o chamado do Pai a reconstruir a sua Igreja; Que tem como regra de vida muito mais o Evangelho do que a doutrina, ainda que esta seja essencial à nossa Igreja; Francisco, o louco que prega a Paz e o Bem!
Surpreendeu a mim, e creio que não somente a mim, mas ao mundo todo quando orou, não uma oração pronta, mas a oração do Pai, pedindo as bênçãos ao Papa Emérito Bento XVI. Porém surpreendeu e alegrou muito o meu coração e foi fácil deixar as lágrimas correrem ao dizer: “antes de eu dar a benção a vocês, peço-vos que abençoe ao vosso bispo”. E convidou-nos, em italiano, a viver numa fratelança, mas isso a gente entende. Que vivamos na irmandade dos filhos e filhas de Deus.
Não me importa se o papa é argentino ou brasileiro; italiano ou francês; espanhol ou português; coreano do norte ou coreano do sul; chinês ou japonês; israelense ou palestino; o importante é que ele é o meu Papa, o meu pastor, aquele que, mesmo não sendo clérigo, devo obedecer e amar, respeitar e ajudar a conduzir, ajudar a construir as pontes que ele unificará.
Alguns dirão: e se não for nada disso? Respondo: a todo tempo e momento o Senhor vem para dizer ao povo: EIS QUE ESTOU COM VOCÊS, TODOS OS DIAS, ATÉ O FIM DO MUNDO. Nesse caso especificamente, como o próprio Santo Padre disse, lá no finzinho do mundo, onde os cardeais foram busca-lo de forma geográfica ou de forma teológica até a Parusia!
Seja bem-vindo Francisco! Seja bem-vindo Chico, Chiquinho, companheiro, amigo, pai, irmão e pastor! Nós te amamos e especialmente a gente aqui do Rio de Janeiro te espera de braços abertos em julho na Jornada Mundial da Juventude!

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